
Olá, amigos e visitantes do muleta digital!
É fato que, muitas vezes precisamos perder algo ou tudo que temos para batalhar e ver que é possível ‘sair dessa’ e melhorar cada vez mais.
Mesmo que no momento as coisas possam parecer ruins, mais tarde podem te trazer surpresas gratificantes. Então seja forte e encare, pois elas podem te trazer algo muito melhor.
As coisas começam a acontecer quando a sua parte do “não faça nada” se unir com aquela que diz para “fazer tudo”. Normalmente adiamos tanta coisa, que só lembramos o que faltou quando o tempo já não permite. É interessante analisar que a presença excessiva do que nos limita a “não fazer nada”, persiste na medida em que as decisões sofrem a influência do mundo dos outros, não quero complicar, mas o tempo e suaqualidade dependem da convicção assimilada pela confiança e crédito que deposita em você mesmo.
O rumo para o crescimento passa pelo entendimento de que o mundo e suas dificuldades devem ser encarados como obstáculos seletivos de superação, nunca na forma de adiamentos, a serem superados para que continuemos na lógica do que queremos. Mas esta informaçãonão pode ser vista como algo para inibição, mas como fator de formação de inteligência competitiva para compor a melhor situação. Tudo nas nossas vidas se inicia por impulso, e é por isso que erramos tanto, pois nem todo começo é acompanhado da preparação adequada. Às vezes os próprios motivos da origem de nossas ações passam a serem ridículos quando vistos do futuro, e por isso estamos sempre sujeitos a lamentações e arrependimentos que sempre vão pedir por mudanças.
Debatemos para convencer os outros que estamos certos e debatemos novamente depois para justificar ou explanar o porque erramos e, entre erros e acertos, vamos ficando mais velhinhos, o que não significa que temos que ser conservadores, mas ao contrario, temos que ser mais nós mesmos, e usar a favor o que aprendemos para facilitar os avanços no dia a dia.
Esta parábola fala um pouco sobre esse contexto:
“Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca ? – disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo. O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem !
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :
- Vá lá e empurre a vaquinha.
Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram.
No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importado, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.
- Claro que sei. Você está olhando para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu :
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.
Moral da história :
Às vezes é preciso perder para ganhar mais adiante. É com as adversidades que exercitamos nossa criatividade e criamos soluções para os problemas da nossa vida. E para tanto, muitas vezes é preciso sair da acomodação, criar novas idéias e trabalhar com amor , determinação e respeito.”
Ágabo Orthos.